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SAIU NA CRESCER

ALERGIA ALIMENTAR

O melhor remédio para evitar que seu filho tenha alergia é manter
o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida

De olho na comida
A alergia alimentar atinge de 6%a 8% das crianças. A genética também contribui. Um dado que preocupa é que esse tipo de alergia ficou mais resistente, e não se sabe o porquê. Antes, há menos de dez anos, 85% delas sumiam em até os 3 anos. Hoje permanecem até os 7. Quanto mais tempo duram, mais graves ficam.
Os mais alergênicos
Um estudo norte-americano mostrou que oito alimentos causam 90% das alergias. Os especialistas ouvidos por CRESCER confirmaram esse dado. Veja quais são eles e quando você pode oferecer:
• todo tipo de leite que não o materno, de trigo ou de soja: ofereça a partir de 6 meses completos.
• ovo: primeiro a gema, aos 6 meses e meio, e depois a clara, com 1 ano.
• amêndoas, amendoim, peixes e frutos do mar: só a partir de 1 ano.
É para evitar ou não?
Até agora, os pediatras recomendam que os pais evitem dar alguns alimentos no primeiro ano de vida do bebê porque eles seriam mais alergênicos, ou seja, teriam mais chances de causar alergia (veja acima). Um novo estudo, porém, sugere que a recomendação seja justamente contrária. Se a criança provasse desde cedo, as chances de ter alergia seriam menores – isso não vale para as que já têm alergia alimentar comprovada. Como esse debate é novo e não existe uma conclusão, você deve seguir as recomendações do seu pediatra.
Cuidado com os corantes
Esses casos de alergias são frequentes no consultório, só que é difícil comprovar com exames laboratoriais. O mais comum é causado pelo corante tartrazina (amarelo). Ele não está apenas em produtos de cor amarelada. Pode ser misturado a outras cores para fazer tons diferentes. Com o azul, por exemplo, forma o verde. Evite sucos em pó, salgadinhos, gomas de mascar...
Diagnóstico e tratamento
1. Está prestes a chegar aos laboratórios um exame chamado microarrays, que mede uma quantia de alérgenos muito maior (mais de 100) que o teste usado hoje (que mede cerca de 20), sem precisar tirar uma quantidade grande de sangue.
2. Uma outra novidade, que acaba de ser aprovada pelo FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos nos EUA), é o teste da vacina contra alergia ao amendoim em humanos, que deve ser iniciada pelos cientistas nos próximos meses.
3. Eles também esperam descobrir proteínas específicas que causam alergia para criar vacinas que insensibilizem a criança.
4. Outro caminho é produzir alimentos modificados em laboratório, chamados de alergênicos free, que não teriam a substância que causa a reação alérgica.
As novas recomendações quando...
...chega a hora de avaliar os riscos Para considerar que a criança tinha alto risco para alergia, era preciso que tivesse um pai e um irmão com alergia. Agora basta um dos dois ter. Outra mudança aconteceu em relação à alimentação dessa criança. Se o irmão mais velho tinha alergia, o mais novo não podia comer os alimentos que davam reação no irmão. Hoje não é mais assim. Se a criança não tem nenhum sintoma, pode provar de tudo, mesmo!
...a criança teve a doença confirmada Se o diagnóstico fosse alergia a leite, por exemplo, deixava de comer outros alimentos considerados alergênicos, como ovo. Agora, não.
Hora de dar remédio
Os medicamentos também causam alergia. Os que mais provocam crises são os anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos. As reações acontecem até cinco minutos depois que a criança ingeriu. Há inchaço nos lábios e manchas avermelhadas no corpo. Quando você tiver o diagnóstico certo, peça para o médico uma lista de remédios que contêm o mesmo princípio ativo do que causou a alergia. Deixe uma cópia na sua casa e uma com quem fica com a criança.

Intolerância – quando a criança não tem uma enzima para digerir o alimento. Alergia – quando o sistema imunológico reage a um componente do alimento.
No caso do leite, que vamos usar como exemplo, o organismo não consegue digerir a lactose.
Sintomas: problemas gastrointestinais, como diarreia e colite. Consegue consumir pequenas quantias de leite.
Tratamento: reduzir o consumo de leite.
A reação, quando falamos do leite, é à proteína do alimento.
Sintomas: problemas gastrointestinais, como diarreia e colite, tosse, chiado e até alergia de pele. Uma pequena quantia é o suficiente para provocar uma crise grave.
Tratamento: excluir o leite de uma vez por todas da alimentação.

Fontes: Bruno Paes Barreto, da Associação Brasileira Alergia e Imunopatologia, e Renata Cocco, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) 


FONTE : http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI95923-10498-2,00-ALERTA+CONTRA+ALERGIA.html

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